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3.5.10

Do amadorismo...

Nada melhor que ser amador. Ao amador é permitido o erro, os equívocos. Acho que nunca quero ser fotografa profissional. Sendo amadora os horizontes estão a minha disposição, não há cobranças, não há barreiras, meu olhar está livre para tentar, para ousar... E é com o olhar de poeta, com olhar romântico, com olhar crítico, nostálgico, com olhar de indignação, com admiração e espanto, com curiosidade que empunho a máquina e registro o mundo. Para quê? Para quem? Para a posteridade, para registrar um mundo e um momento que d'ali há um minuto não existirá mais; para mim e para quem mais quiser embarcar na aventura de ver o mundo em recortes, para os curiosos, para os que perguntam, para os nostálgicos e românticos ...

21.1.10

Antigamente... - Imagens atuais do Rio Antigo...

Coroação


Rua Primeiro de Março, proximo ao Palácio Tiradentes. 2008. Canon, A460, 5mp.




Esquina Solitária





Rua do Mercado. Canon A460, 5mp. 2008.





Cotidiano







Conjunto do Arco do Teles. Yashica, compacta analógica, 2002. A matriz era colorida.






Movimento...

Movimento I

Rio de Janeiro, Centro. Rua Senador Dantas. 2008

Movimento II

Rio de Janeiro, Centro. Presidente Vargas, provavelmente as 11 da manhã. 2008.

27.12.09

Experimentações...

Rito


Pia batismal da igreja de Nossa Sra. da Conceição
Nilópolis - ago/2009


* * * *


"Conheci as torres
e os seus relógios"

Beto Guedes


Torre Sineira da Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Iguaçu

Um dos últimos resquícios da Vila de Iguaçu, origem da região da Baixada Fluminense.

jul/2009.

10.5.09

"A fronteira da arte" - da fotografia e da humanidade...

Ha livros que não são exatamente para se ler inteiros, de uma vez só, como romances, mas ao contrário, são para abrir ao acaso e ver onde o acaso nos trás. Essa semana eu abri, ao acaso, O livro dos abraços, do Eduardo Galeano e a crônica que li era sobre a arte, mas especificamente das funções da arte. Me comoveu profundamente porque tocou num ponto que eu sempre penso: o retrato de pessoas e seu sofrimento.
Uma coisa que nunca fiz em fotografia é fotografar pessoas, rostos de pessoas, como alguns fotógrafos, sobretudo fotojornalistas, que curtem fotografar os rostos principalmente os rostos de pessoas que sofrem nas guerras, ou com a fome, rondadas pela morte, com a vida por um fio. Não sei... Eu acho que o rosto das pessoas é algo de muito respeito, assim como a dor alheia. Devem ser preservados, respeitados.
Por isso, quando li A fronteira da arte, essa questão voltou a minha cabeça. Qual o limite entre o sensacionalismo, a vontade de chocar por pura vaidade, pelo desejo do furo, pelo fascínio de ser a pessoa certa no lugar certo, e a sensibilidade humana, aquele alerta que pisca bem no fundo da mente para sinalizar que extrapolamos um limite? Lembrei de uma discussão que tive, por e-mail mesmo, sobre um "pseudo-artista" mexicano que numa bienal de arte, se não em engano, na República Dominicana, matou de forme e sede um cachorro que ele pegou na rua e deixou amarrado no espaço que lhe cabia no museu de arte onde ocorria o evento. Onde está a solidariedade e a sensibilidade? Virou conversa fiada? Utopia?
Existe um limite muito tênue entre o sensacionalismo, entre a espetacularização do sofrimento e da tragédia, e o desejo genuíno de denunciar. Se o desejo é denunciar, é mostrar ao mundo as injustiças da sociedade, a desumanidade da guerra, o fotografo não pode abdicar de sua própria humanidade, não deve se esquecer que ali na sua frente há uma pessoa, alguém que sofre, que sente dor física e na alma, que essa pessoa não é um modelo, que aquela dor é genuína e deve ser respeitada. É o respeito à vida, à dignidade humana, à capacidade de se solidarizar pela dor de outrem, que diferencia seres humanos de monstos; é a sensibilidade, a capacidade de observar o mundo, as pessoas, os sentimentos humanos que faz um artista.



“A Fronteira da Arte

Foi a batalha mais longa de todas que se seguiram em Tuscatlán ou em qualquer outra região de El Salvador. Começou à meia-noite, quando as primeiras granadas caíram das montanhas, e durou toda a noite e foi até a tarde do dia seguinte. Os militares diziam que Cinquera era inexpugnável. Os guerrilheiros tinham atacado quatro vezes, e quatro vezes tinham fracassado. Na quinta vez, quando foi erguida a bandeira branca no mastro do quartel-general, os tiros para o alto começaram os festejos.
Julio Ama, que lutava e fotografava a guerra, andava caminhando pelas ruas. Levava seu fuzil na mão e a câmera, também carregada e pronta para disparar, pendurada no pescoço. Andava Julio pelas ruas poeirentas, procurando dos irmãos gêmeos. Esses gêmeos eram os únicos sobreviventes de uma aldeia exterminada pelo exército. Tinham dezesseis anos. Gostavam de combater ao lado de Julio; e nas entre-guerras, ele os ensinava a ler e a fotografar. No turbilhão daquela batalha, Julio tinha perdido os gêmeos, e agora não os via entre os vivos ou entre os mortos.
Caminhou através do parque. Na esquina da igreja, se meteu-se numa viela. E então, finalmente, encontrou-os. Um dos gêmeos estava sentado no chão, de costas contra um muro. Sobre seus joelhos, jazia o outro, banhado em sangue; e aos pés, em cruz, estavam os dois fuzis.
Julio se aproximou, e talvez tenha dito alguma coisa. O gêmeo que vivia não disse nada, nem se moveu: estava lá, mas não estava. Seus olhos, que não pestanejavam, olhavam sem ver, perdidos em algum lugar, em nenhum lugar; e naquela cara sem lágrimas estavam a guerra inteira e a dor inteira.
Julio deixou seu fuzil no chão e empunhou a câmera. Rodou o filme, calculou num instante a luz e a distância, e colocou a imagem em foco. Os irmãos estavam no centro do visor, imóveis, perfeitamente enquadrados contra o muro recém-mordido pelas balas.
Julio ia fazer a foto de sua vida, mas o dedo não quis. Julio tentou, voltou a tentar, e o dedo não quis. Então baixou a câmera, sem apertar o botão, e se retirou em silêncio.
A câmera, uma Minolta, morreu em outra batalha, afogada pela chuva, um ano mais tarde."


*O livro dos abraços. Eduardo Galeano. Porto Alegre: LP&M editora, 2000. pag. 26.

10.1.09

Paisagens litorâneas

Uma das lembranças mais bacanas que tenho de Niterói, onde morei por quatro anos, são de suas praias localizadas nos bairros de Piratininga, Itaipu e Itacoatiara. Praia bonitas com poucas ondas (exceto Itacoa) e pouca gente na areia. Embora distantes do centro de Niterói, tanto a ia quanto a volta são tranqüilas.

Nesta ultima sexta, matei um pouco a saudade da praia de Itaipu, praia calma, sem ondas, onde dá pra se divertir na água sem medo.


Posto agora algumas imagens da bela paisagem de Itaipu.


Simples paisagem



O solitário


Horizonte


Companheiros


* Na foto "O solitário" a intenção era pegar a praia, mas quando descarreguei a máquina, vi que o foco ficou num banhista desconhecido.

** "Horizonte" também foi outra surpresa. Eu queria pegar o barco, que era bem colorido, bati a foto mas achei que não ia ficar boa. Ficou, não como eu imaginava, mas o resultado foi ótimo.


** *A foto "Companheiros" foi um instantaneo de minha irmã e seu marido, fazendo castelos de areia na praia. Quando olhei os dois, vi a foto!



3.1.09

Experimentações...

Uma das coisas que gosto de fazer, quando levo a camera fotográfica comigo pra rua, é coloca-la na janela do ônibus e ir clicando, apertando o disparador ao esmo e depois ver o que é que deu. Salvam-se poucas fotos, as vezes nenhuma. Mas, outras vezes, salvam-se fotos que eu acho bacanas.

As fotos seguintes foram tiradas num desses momentos de experimentação e imprevisibilidade, quando meu ônibus passava pela rua Evaristo da Veiga. Era dia 19-12-2008.


Série Experimentações - Passagens


Série Experimentações - O estranho


* Camera: Canon A460 5mp - compacta digital


10.12.08

Fotografia e pensamentos perdidos...

Fotografia, antes de qualquer coisa, é observação. É notar algo que ninguém ainda viu, um detalhe, um novo ângulo, a luz exata. Ou seja, muitas vezes fotografia é coisa de momento, é estar no lugar certo, na hora certa e com a máquina na mão e os sentidos aguçados. Hoje eu perdi a oportunidade de fazer boas fotos no centro. Quando saía do IFCS, depois de mais um dia enfrentando a burocracia para legalmente estar formada, fizia um fim de tarde muito bonito. Devia ser aproximadamente 18:30, uma brisa fresca corria pelo Largo de São Francisco feito um bálsamo sobre um dia quente. Quando virei a rua lateral ao prédio percebi que a luz amarelada e fraca era perfeita para fotografar. Percebi também que a árvore que ficava na esquina da rua da Conceição foi retirada. Aquela rua sem a árvore era outro cenário, e disso eu bem sei, porque fiz uma foto lá há alguns anos e aquela árvore estava ali fazendo sombra e deixando escaparem pra minha lente um nacos de sol. Uma das fotos mais bonitas que tenho. Hoje a paisagem era diferente, a luz era diferente.

Ao virar no Buenos Aires, nova paisagem, nova oportunidade, a sensação era de nostalgia. O fim de tarde o barulhos que ainda não era tão intenso, estranhamente poucas pessoas circulavam - bem menos que durante a tarde. No horizonte o sol se punha tímido, recolhido, deixando escapar a juz fraca, bandeirinhas coloridas balançavam na Buenos Aires, e seus velhos prédios de outros tempos, de outras épocas, outras pessoas, permaneciam de pé, testemunhas centenárias de vários e vários poentes igualmente nostalgicos, e de outros talvez mais vorazes.

Enquanto milhares de pensamentos voavam em minha cabeça e meu coração seguia pesado pela incerteza, eu tive tempo para pensar sobre essas imagens. Curiosamente acho que me libertei, sim me libertei de anos de faculdade, e talvez por isso minha mente esteja fresca e arejada e eu possa deixar o olho me guiar para uma paisagem, um cantinho, um momento perdido no cotidiano, que ninguém mais vê, só eu. Pensei no meu bem, em seu olhar lusitano tão bonito que tanto curte essa cidade velha, assim como eu.

Lamentei profundamente ter deixado a máquina em casa.

21.8.08

Fotografia...

Hoje estive revendo fotografias antigas. Algumas bastante antigas – de quando eu era criança – outras mais recentes, em comparação às primeiras, mas quando lembrava do ano em que as tirei, pensava “puxa, já tem isso tudo?” Pois é, já tem isso tudo! É incrível como o tempo passa e como em um ano tanta coisa mudou. Meus sobrinhos, que há uma ano atrás eram bebês rechonchudos, hoje são garotinhos fofos, espertos, falantes, mas igualmente graciosos. Meus amigos, os mesmos de sempre, graças a Deus, sempre leais. Minha família, com uma perda aqui e um ganho ali, sempre unida, apesar de tantos sobressaltos.
Organizar fotos é como um balanço da vida. E eu me assombro ainda mais com o fascínio que tenho pela fotografia. É só um papel colorido, uma imagem capitada. Mas quando a gente lembra do momento, lembra da data, da ocasião, tudo se transforma e aquele papel colorido passa a ter uma importância ímpar; tão ímpar que nos faz lamentar quando percebemos que algum deles se estragou para sempre.
Foi o que aconteceu com algumas fotos de minha infância em Turiaçu, localidade de Madureira, o que me dá uma tristeza profunda, porque Turiaçu, por muito tempo, teve uma aura mágica pra mim, possivelmente por conta dos meus pais que associavam a dureza que a família passou ao fato de irmos morar em Magalhães Bastos.
Eu nasci em Madureira, e vivi dois anos em Turiaçu - de 1980 a 1982, quando minha avó se mudou para Magalhães Bastos e meus pais a seguiram, um mês depois. Segundo eles, a mudança foi por conta da saudade que eu sentia da minha avó – o engraçado é que eu mesma não me lembro disso! A vida mudou muito, depois que viemos para Magalhães. Minha mãe maldizia a sorte porque o lugar não tinha nada – tipo, mercado perto, banco e outras coisas que ficavam a cinco minutos de Turiaçu . Hoje, vinte e cinco anos depois, me surpreendo vendo como o bairro cresceu e fico feliz por morar aqui.
Bom, mas a vida mudou bastante e não se podia dizer que foi para melhor. Prova disso é o fato de que, durante praticamente toda a década de oitenta até meados da década de 90, os registros fotográficos de minha família foram feitos por terceiros. Tios, tias, amigos, colegas. Nada foi feito por nós porque nossa máquina quebrou e não tínhamos grana para comprar outra. Diferente de hoje, antigamente uma máquina fotográfica era cara, muito cara para um pai de família com quatro filhas pequenas, se pendurando em vários empregos para garantir o aluguel e o sustente da casa.
Talvez por isso, com a primeira graninha boa que ganhou no estágio do segundo grau, minha irmã Cris comprou pra gente uma Kodak, compacta, totalmente manual. As únicas fotos que tenho do João Alfredo, colégio onde estudei no segundo grau, foram feitas com ela. Também as fotos de encerramento do pré-vestibular, em 1996, fotos do grupo de estudo, e a viagem para Itacuruça, no fim de 1997, foram feitas com ela. Talvez por isso, também, tenha surgido em mim a fixação por fotografia. Sim, documentar a vida da família, os amigos, viagem e até mesmo as ruas por onde passava tornou-se uma obsessão pra mim.
Depois que a Kodak pifou, eu comprei, não me lembro quando, uma Yashica, também compacta, mas com rebubinamento automático. Com essa máquina eu fiz as fotos das quais mais gosto. Nessa época minha obsessão por documentar, por não deixar que nenhum momento se perdesse no tempo e na memória, já tinha se atenuado um pouco, e eu queria fotografar as coisas que eu achava bonitas. A fotografia pra mim sempre terá uma motivação documental, com toda certeza, mas agora já me preocupo com a estética, ângulos, enquadramento. É mais que a imagem, é imagem e técnica.
Depois desta Yashica, veio outra Yashica, e uma Mirage, e então entramos na era das digitais. Ano passado comprei, em sociedade com minha mãe, uma Cannon AS 460, 5mp. Eu não consigo me adequar a essa onda, embora já tenha feito algumas fotos bem bacanas. Não sei... Falta alguma coisa... Falta escolher o filme de acordo com a granulação que vc quer, falta olhar pelo visor, falta essa materialidade e também a ameaça de erro. Sim a ameaça eminente do erro faz a arte da fotografia algo emocionante. Entretanto, como sou uma pessoa, em alguns aspéctos (mas não nos políticos), conservadora, isso tudo pode ser apenas a minha implicância e estranhamento habitual a respeito de tudo que é novo e fácil.
Mas o que ainda me assombra é o tempo que passa, as modificações e como é possível traçar uma linha do tempo de nossas vidas através da documentação fotográfica. Isso é fantástico e me emociona e assombra.

22.1.08

Motos...

Em frente de casa
R. Salustiano Silva
21-01-08
À Sombra
R. Salustiano Silva
21-01-08
Na Rua do Mercado
Arco do Teles
21-01-08

Nos trilhos

Nos trilhos
Magalhães Bastos
21-01-08

A caixa
Magalhães Bastos
21-01-08










O carregador
Magalhães Bastos
21-01-08

27.9.07

Flores ...

Não sei o nome dessa planta, mas é uma arvore que dá umas flores lindas, muito lindas mesmo. Essas fotos foram feitas com minha digital - pois é..., acabei aderindo a moda - Canon A460. Muito boa máquina que estou aprendendo a utilizar.
* * *
Exótica
(24-09-07)


Erótica
(24-09-07)



A bela e a fera
(24-09-07)

21.3.07

Cidade, imagens, passado e presente...

As imagens do centro da cidade me fascinam. Na verdade sempre me fascinaram. Desde que era uma garota de doze anos e passei a freqüentar o centro de três em três meses. Naquela época eu fazia tratamento ortopédico no HTO (Hospital de Traumato-ortopedia), que ficava na Rua do Rezende. Usei aqueles coletes ortopédicos para acertar a coluna, e por isso periodicamente eu tinha que ir ao centro, ao hospital, fazer a revisão. No fim de semana anterior a consulta, eu ia tirar raio-x, sempre aos domingos, e durante a semana vinha a consulta. Era engraçado perceber como o cenário mudava. Final de semana, tudo vazio, os moradores (até então eu nem imaginava que morava gente no centro da cidade, achava que era um local de trabalho, apenas) saiam pra comprar pão, fazer feira, beber nos botecos. Durante a semana, o barulho continuo dos carros, ônibus, buzinas; o caminhar frenético dos passantes, tudo isso misturado.
Quando a consulta demorava, minha mãe ia andar comigo Percorriamos as ruas próximas ao hospital olhando as lojas de moveis antigos. Eu adorava olhar os antiquários da Rua dos Inválidos. Aqueles móveis e objetos velhos, antigos, coisas que lembravam as quinquilharias de minha avó e bisavó. Também gostava das bancas de livros usados (ainda gosto e muito! Acha-se verdadeiras raridades por uma merreca!). Outros camelôs vendiam objetos antigos, todo tipo de objetos, pentes, espelhos, brinquedos, caixinhas, roupas, sapatos. Tudo ficava exposto num trecho da calçada da rua do Resende, acho que na calçada do Inca.
Com o passar dos anos deixei o tratamento sem mesmo receber alta. Eu sou meio assim, indolente, e isso me valeu a má postura que ainda tenho. Mas o centro da cidade não saiu de minha vida, e eu fui fazer faculdade lá, no Largo de São Francisco. Eu passei a observara ainda mais o ambiente, principalmente porque agora estava por minha conta, estava sozinha e não precisava mais seguir minha mãe, não dependia mais dela pra passear comigo. Poderia ir a onde eu quisesse, andar o tempo que quisesse, observar o quanto quisesse.
Desde então meu olhar sobre o centro mudou. O mapa que se formou na minha cabeça não se limitava mais à Presidente Vargas, Campo de Santana, Rua dos Inválidos e Rua do Resende. As fronteiras avançaram e eu descobri que existem inúmeros antiquários e sebos e uma infinidade de coisas bonitas e curiosas no meio do casario antigo que se cruza com as construções novas do Centro do Rio. Até essa percepção dos espaços, de interseção arquitetônica entre um tempo e outro, como uma zona comum onde construções novas que ganham forma a cada dia, ao lado de prédios antigos, eu adquiri ao longo dos anos e devido ao fascínio que esse ambiente exerce sobre mim. Talvez seja esse contraste, essa intersessão, essa dubiedade que me fascina. Que faz essa cidade ser única para mim e um celeiro de belas imagens como essas que coloquei no blog (bom, eu acho belas! Rsrsrsrs). Quanto a rua do Rezende, outro dia eu passei por lá, fui outro dia fui num almoço na casa de um amigo. Achei a maior coincidência ele morar naquela rua que por tantos anos eu freqüentei de três em três meses, e não pude deixar de olhar com mais cuidado aquelas ruas que sempre me fascinaram e que têm um significado especial pra mim. Olhei exatamente pra calçada do Inca e lembrei dos camelôs vendendo suas quinquilharias velhas ali. Senti como se meu passado e meu presente se misturassem, exatamente como o passado e o presente se misturam nas linhas da cidade.

Minha Cidade II

Uma Janela

Instituto de Filosofia e Ciencias Sociais
Largo de São Francisco - 2003.


E nem parecia carnaval...
Rua Riachuelo - Carnaval 2006.




A Feira


Rua transversal a Riachuelo, mais ou menos na altura do Bairro de Fátima - Carnaval/2006


Quando tirei essa foto pensei em algo engraçado. Enquanto em outras ruas do Centro, não muito distantes dessa, o povo se acotovelava nos blocos ou simplesmente existia um clima carnavalesco, e as pessoas curtiam o feriado bebericando suas cervejas e vendo os foliões se divertirem, nessa altura da riachuelo havia uma feira e nem parecia que era o sábado de carnaval. Parecia um sabado qualquer.


25.12.06

Minha Cidade...

Sobradinho - Arco do Teles
Rio de Janeiro - março 2006



Casualidade Urbana I - Rua proxima à Praça Tiradentes
Rio de Janeiro - março 2006




Casualidade Urbana II - rua próxima à Praça Tiradentes
Rio de janeiro - março 2006.

* Todas as fotos feitas com uma Mirage, compacta, analógica. Filme pro-image 200, Kodak.