9.12.09

Duas Canções....

Há duas canções lindíssimas do Vinícius que me comovem profundamente. Os versos de "Como diazia o poeta" e "Medo de Amar", são belíssimos e exprimem uma verdade: quem nunca amou, nunca se apaixonou profundamente, não sabe o que é viver. Não importa quantas pessoas passem por sua vida, se vc nunca se apaixonou, se nunca se entregou, ainda que no final tenha sofrido ou feito alguem sofrer (separações, mesmo que amigáveis são dolorosas), não levou nada da vida, não viveu com toda a intensidade.
Apaixonar-se e amar não é escolha, é algo que acontece. Geralmente não percebemos quando o amor chega e toma conta de nossos sentidos, nossos passos, nosso espírito, nós só percebemos quando estamos envolvidos, embevecidos pela paixão, aquela sensação de felicidade intensa.

Entregar-se ao amor a a paixão, sim, é escolha. Mas há um apelo quase irresistível pelo sim, mesmo quando há sinais claros que aquela história não vai acabar bem, quando sabemos que não devemos nos entregar pelos mais particulares motivos. Quem olharia nos olhos de quem ama e se negaria viver uma paixão por todos os motivos que a razão lhe aponta? Como negar o toque, o cheiro, a voz que te perturba e te desperta? Você se vê naquele olhar, você se encontra naquele toque, naquele cheiro, é como uma luva que cabe perfeitamente em sua mão. O sim é um bandeira colorida, é uma chance à felicidade, é um voto de confiança na própria vida.
Reconhecer que uma paixão, um amor, mesmo quando acaba da maneira que não queriamos, foi importante e saber que mesmo que lhe fosse dada uma segunda chance, a chance de dizer não, sua escolha ainda seria o sim, é maturidade. Só se chega a maturidade entendendo e admitindo seus erros, fraquezas e virtudes. Amar talvez seja um erro, ou uma fraqueza, mas certamente é também uma virtude da qual não se deve abrir mão jamás.

Como dizia o poeta




O medo de amar

8.12.09

I Encontro Nacional de Divulgação de História e Ciências Sociais

Pessoal, vai rolar na Casa da Ciências, centro de ciência da UFRJ, nos dias 10 e 11 de dezembro o 1º Encontro Nacional de Divulgação de História e Ciências Sociais.
Deixo a programação do evento, o baner* e os links para quem quiser se inscrever.


Programação:

Dia 10
10:00 Abertura: Propostas para um diálogo
Ildeu Moreira – doutor em Física, professor da UFRJ e diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia
Luciano Figueiredo – doutor em História, professor da UFF e editor da Revista de História da Biblioteca Nacional

11:00 Conferência de abertura: Porque divulgar História e Ciências Sociais?
Ildeu Moreira

13:00 Mesa Redonda 1: Ciências Sociais, estatuto científico e divulgação
Maria Alice Rezende – doutora em Sociologia, professora da PUC-Rio, membro do Conselho Editorial da Revista Ciência Hoje e da Revista Ciência Hoje para Crianças, presidente da ANPOCS
Manoel Salgado – doutor em História, professor da UFRJ e da UERJ
Marieta Ferreira – doutora em História, professora da UFRJ, coordenadora do programa de livros didáticos da Fundação Getúlio Vargas - RJ, editora da Revista Brasileira de História, publicação oficial da ANPUH

15:00 Painel 1: Jornais e revistas
Ana Lúcia Azevedo – jornalista, editora da coluna “História” do jornal O Globo
Paul Jürgens – coordenador de Jornalismo / Comunicação e editor da revista Rio Pesquisa (FAPERJ)
Luciano Figueiredo

17:00 Painel 2: Exposições, Itinerários, cidades
Ildeu Moreira – organizador da expedição Caminhos de Darwin
Claudia Beatriz Heynemann – doutora em História, curadora de diversas exposições no Arquivo Nacional
Rualdo Menegat – doutor em Ciências na área da Ecologia de Paisagem, professor da UFRGS, curador geral da exposição Visões da Terra
Cristina Meneguello – doutora em História, Diretora Associada do Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP e coordenadora da 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

19:00 Conferência e relançamento de livros de Eugênio Bucci
Em Brasilia 19 horas, da editora Record, e A Imprensa e o dever da Liberdade, da editora Contexto.


Dia 11
9:00 Conferência
Ângela de Castro Gomes – doutora em Ciência Política, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais do CPDoc / Fundação Getúlio Vargas

10:00 Mesa Redonda 2: Experiências de divulgação em Ciências Humanas
Mary Del Priore – doutora em História, autora de vasta bibliografia
Charles Feitosa – doutor em Filosofia, professor da UNIRIO
Cecília Cotrim – doutora em História da Arte, professora da PUC-Rio, organizou edições sobre arte moderna e contemporânea e participou das experiências do Café-Filô
Iara Lis – doutora em História, professora da UNICAMP, especialista em arte e novas midias.

13:00 Painel 3: TV, cinema e documentário
Silvia Fiuza – mestre em Antropologia Social, é gerente de conhecimento do projeto “Globo Universidade” da TV Globo
Ancelmo Gois – jornalista, apresenta o programa “De lá pra cá” na TV Brasil
Nelson Pereira dos Santos – cineasta, membro da Academia Brasileira de Letras, sua vasta filmografia inclui documentários sobre os livros "Casa Grande & Senzala" e "Raízes do Brasil". (a confirmar)
Renato Lessa – Ciência Política/UFF, experiência do Instituto Ciência Hoje

15:00 Painel 4: Internet e Rádio
Andre Urani – doutor em Economia, professor da UFRJ, foi comentarista do “Jornal da Futura”, da TV Futura, e da rádio CBN
Bruno Leal – historiador e jornalista, criador e coordenador da Rede Social Café História, na internet
Keila Grinberg – doutora em História do Brasil pela UFF e professora da UNIRIO, mantém a coluna mensal "Em Tempo" na revista Ciência Hoje on-line e dedica-se à redação de livros de divulgação de História para o grande público.
Bernardo Esteves – jornalista especializado em ciência, mestre em História das Ciências, é editor do site Ciência Hoje On-line

17:00 Balanço final dos trabalhos
Luciano Figueiredo


*Não gostei desse baner. Tem uma estética muito dura, observada no formato da fonte utilizada bem como na distribuição do texto e os elementos gráficos, além do homem vestindo terno. Isso tudo sugere uma idéia de "objetividade", uma reflexão "objetiva" e "científica" a cerca do tema. Ficou parecendo um desses prospectos de MBI em administração de empresas. Por que tanta formalidade? Achei desnecessário.

** Não sei por que, lembrei da Lua Nova. Revista de cultura de política. A revista surgiu nos anos 70, e o perfil era bem político e popular com poucas análises acadêmicas. Na virada dos anos 80 para os 90 a Lua Nova adquiriu um perfil mais acadêmico que ficou muito evidente tanto no conteúdo - os artigos tornaram-se mais extensos, problematizados, contendo notas e bibliografia, caracteristicas de artigos acadêmicos - como na estética da revista (diagramação, fontes, divisão das sessões etc, tudo isso ganhou um imagem mais "limpa", e diga-se, mais agradável aos olhos!).

6.12.09

É o MELHOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!







Hoje eu me lembrei porque detesto assistir jogos de futebol. Como boa leonina eu gosto de ver meu time ganhar sempre! Entretanto, até a vitória se concretizar o caminho é longo, tortuoso e cheio de aventura e emoção. E haja coração!!!! Em fim, vibrei como há muito não vibrava, gritei e coloquei em dia meu dicionário de palavrões, xingamentos e expressões chulas, tudo para maltratar os jogadores do mengão que até o segundo tempo pareciem perdidos, e meio sem noção de que aquele jogo era decisão de campeonato.



30.11.09

Saúde é dinheiro - Assim é muito fácil ficar rico!!!

Realmente ler jornal está ficando cada vez mais dificil, principalmente quando em plena segunda feira a gente dá de cara com notícias de deixar qualquer um com a ulcera em chamas, até mesmo aqueles que têm ulcera. O mega empresário, ex-marido da beldade carnavalesca Luma de Oliveira, Eyke Batista, quer construir aqui no Rio um grande hospital de referência nos moldes do Albert Einstein de São Paulo. Vinte por cento das internações seriam destinadas a pacientes do SUS - beleza - mas uma internação de quatro dias custaria em média de R$9.000,00 - valor da diária no Albert Einstein por esse período.
Agora vem a facada:
* 180 milhões de reais que seriam investidos na construção do hospital viriam do BNDES, os outros 120 milhões um rateio entre empresários, ou seja, a maior parte da grana vem de um banco de insvestimento publico que, segundo informa seu site "empreendimentos de organizações e pessoas físicas segundo critérios que priorizam o desenvolvimento com inclusão social, criação de emprego e renda e geração de divisas". Eu so vi, na construção desse hospital, criação de divisas, e para um grupo muito restrito de pessoas. O empreendimento segundo informa o jornal é totalmente destinado a classe AA, sou seja, milhonários percisam de um atendimento de qualidade - o resto dos mortais não precisa, não é?! Então não vejo aí inclusão social - 20% dos leitos é inclusão social?!
* O hostipal deverá investir em pesquisa. Me pergunto como será a relação de seus laboratórios com a sociedade. Como os resultados das pesquisas chegão a sociedade e a que custo?
* O tal hospital seria institução filantrópica o que quer dizer que não recolheria imposto de renda, não pagaria FGTS aos funcionários, nem qualquer obrigação trabalhista. Mais um aspécto que não bate com as prioridades do BNDES, afinal que tipo de emprego é esse que não paga os direitos trabalhistas. Isso não é emprego, é informalidade. Ah, mas grandes empresários podem sonegar direitos trabalhistas sob a justifica de estarem gerando empregos, não é?!
No final das contas fico imaginando o quanto o sujeito vai arrecadar sem nada destinar a sociedade; o quanto o Estado deixará de arrecadar.
Percebe-se que essa história de destinar 20% dos leitos a pacientes do SUS é apenas uma jogada para dar caráter filantropico a instituição, isentar o empresário e seus parceiros das obrigações fiscais de maneira legal, tornando-o cada vez mais rico na base da exploração alheia.
Não ficarei nada admirada se a qualquer momento o sujeito fundar uma OS (Organizações Sociais, as antigas Organizações Não Governamentais, vulgo ONGs), para gerenciar unidades hospitalares pagas com o dinheiro público, e assim ampliar seu ramo de negócios para a administração dos recursos públicos destinados a saúde no município do Rio.

Assim começou minha segunda feira. Bem, não?!

Para saber mais:
BNDES: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt
Sobre a notícia consultar a edição do Globo de 29/11/2009, pag. 32. Infelizmente não achei link para a notícia.

28.11.09

Uma bela voz em uma banda pouco original

Uma coisa que gosto muito de fazer é caçar musicas novas pela net - graças a net a gente pode ouvir alguma musica que preste. E nessas minhas rodadas pela webb topei com Little Joy, banda formada por alguns jovens musicos cariocas. Tinha um pouco de preconceito em relação a essa banda porque um dos integrantes é o Amarante, ex-Los Hermanos, banda que sempre achei chatinha e pretenciosa. Mas ao ouvir a voz da vocalista do Little Joy, Binki Shapiro, fiquei encantada. Tanto tempo que não ouvia uma voz feminina tão linda, uma pena que ela não cante todas as músicas.
No geral, Little Boy não é nada de mais, não chega a ser ruim, porque os músicos são bons e até o Amarante cantando em inglês está passavel (mas em português ele ainda manda mal, o cd tem uma música em português e adivinhem quem é que canta?), entretanto, acho que os caras se contentam a fazer um rock retrô que soa forçado e artificial, não têm originalidade, nada de novo. Parece que estão fazendo cover.

De original só mesmo a voz da Binki Shapiro:





Don't watch me dancing
Margarida has a strange appeal
Sways between suitors on a broken heel
Of course her desires they always mistook
She'd rather've been scarred than be scarred with loathe

In conversation she often contends
Costumes build customs that involve dead ends
She found her courage in a change of scene
This Sunday's social would be short its queen

All her best years spent distracted
By these tired reenactments
With the right step she'll try her chances
Somewhere else

There he is a step outside her view
Reciting the words he hoped she might pursue
Night upon night a faithful light at shore
If he'd only convince his legs across the floor

Please, don't watch me dancing
Oh no, don't watch me dancing

Something changes when she glances
Enough to teach you what romance is
With the right step they try their chances
Somewhere else

Please, don't watch me dancing
Oh no, don't watch me dancing






*Errei! A banda Littloe Joy não é brasileira, somente o Amarante é brasileiro, por isso tirei o comentário sobre o fato de quase todas as musicas serem em inglês.